6 de maio de 2017

Jéssika Sisnando: "A polêmica da agressão na Beira Mar"

O tapa desferido pelo capitão Allan Kardek na advogada Astesia Teixeira foi um dos assuntos mais comentados nas redes sociais durante a semana, mas trouxe à tona algumas feridas na Polícia Militar do Estado do Ceará, que há tempos as gestões anteriores deixaram de lado.

Em meio à polêmica, também se estabeleceu um grito de socorro dos agentes da segurança pública do estado do Ceará, que ficaram expostos ao aumento da violência no decorrer dos anos.
O policial militar, atualmente, está inserido em uma “rotina” de perder um ou dois colegas de trabalho todo mês devido à violência, passar por tiroteios, presenciar mortes em conflito, pobreza nas comunidades, em meio à sensação de impotência e sem acompanhamento psicológico algum.
Policiais de destacamento de Interior são atacados por assaltantes de banco armados de fuzis e se defendem com pistolas de calibre .40; agentes penitenciários que, desde o ano passado, estão mudando de município após ameaça de chefes de facções; casos de suicídio de policiais no Interior.
Como ser humano, o policial que é exposto a traumas estaria preparado para atuar em área de conflitos? Por mais que haja treinamento policial, se não for analisada a situação de estresse pós-traumático dentro dos órgãos de segurança, casos como o da agressão da avenida Beira Mar serão cada vez mais comuns.
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) parece ter se aproximado dos agentes e tomou ciência das carências da categoria - anunciou um núcleo integrado para atendimento psicológico, compra de fuzis e o governo garantiu que todos os PMs vão ter arma. Mas um problema que vem se arrastando por anos, certamente, ainda deve demorar para ser resolvido por completo. 
Por Jéssika Sisnando
jessikasisnando@opovo.com.br
Jornalista do O POVO
Com informações do Jornal O Povo

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