24 de abril de 2017

Nem Ceará nem Ferroviário querem assumir o favoritismo na decisão do Estadual

Givanildo nega que haja favorito ao título, mas Vladimir joga esta condição para o Ceará

O Campeonato Cearense voltará a ser decidido em um clássico, porém, não o mais tradicional do Estado. Com Ceará e Ferroviário finalistas, é o Clássico da Paz que volta à tona, 19 anos depois.

E, se em um duelo tradicional sempre vale a mesma pergunta, com taça em jogo a indagação é quase uma obrigatoriedade: existe favorito para o título?

“Não tem, pela armação (maneira de jogar) que o Ferroviário está. Eu vi o jogo (contra o Fortaleza, que eliminou o Leão) e é clássico”, opina o técnico do Ceará, Givanildo Oliveira.

O comandante alvinegro também se valeu da classificação em cima do Guarani de Juazeiro para reafirmar a previsão de não encontrar facilidade diante do adversário da final. “Jogamos três (partidas) pra decidir contra o Guarani e foi desse jeito a dificuldade. Contra o Ferroviário, que é clássico, não vai ser diferente”, compara.

SEMPRE FAVORITO
Não é assim que pensa o técnico coral, Vladimir de Jesus. Quando questionado sobre o assunto, a resposta é direta: “Independente de qualquer coisa, o Ceará vai ser favorito sempre”. Os argumentos para apontar a condição ao adversário são técnicos e financeiros: “O Ceará é um clube de Série B do (Campeonato) Brasileiro, que tem investimento de R$ 700mil a R$800 mil ou mais (folha salarial mensal), tem um treinador multicampeão, principalmente quando o assunto é Estadual. Então, não podemos assumir essa condição, mas sabemos que, da mesma forma que passamos pelo Fortaleza, podemos ser campeões”.

A classificação do Ferroviário, no entanto, deixou uma nova impressão sobre a equipe. Eliminar o Fortaleza com uma vitória e dois empates, sofrendo apenas um gol, com propostas de jogo bem definidas, fez cair qualquer subestimação ao elenco coral.

Além disso, o bom momento gera empolgação e a confiança adquirida pelos atletas ao chegar à final pode ser combustível para o grupo nos dois ou três jogos que definem o campeão.

Vladimir de Jesus até admite que os últimos feitos do Ferroviário podem fazer o Ceará ter mais precaução com o Tubarão, porém diz não acreditar que isso anule o favoritismo alvinegro. “O Givanildo é um treinador extremamente experiente.

Ele pode até olhar para nós de forma diferente (após a classificação), mas o Ceará continua sendo favorito”, esquiva-se.

Apesar de apontar o jogo como equilibrado, o técnico do Ceará reconhece uma evolução na criação de jogadas da sua equipe. Givanildo apontou o jogo da classificação do Ceará para a final como o melhor que o clube fez sob seu comando. “À medida em que os jogos vão passando, a equipe vai melhorando”. 


Por Brenno Rebouças
Com informações do Jornal O Povo

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