18 de outubro de 2016

Em primeiro pronunciamento após eliminação, Jorge Mota fala de planejamento para 2017 e despista sobre eleições

Atual diretoria Tricolor não confirmou se vai tentar reeleição
Na tarde desta segunda-feira, 17, oito dias após a eliminação para o Juventude, pelas quartas de final da Série C, a diretoria do Fortaleza resolveu falar pela primeira vez sobre o fracasso na tentativa do acesso. Dentre assuntos abordados, o presidente Jorge Mota, ao lado de outros diretores, como o vice-presidente, Ênio Mourão, o diretor de Planejamento, Evangelista Torquato, e o diretor de Futebol, Marcelo Paz, pediu desculpas à torcida por mais um revés na Terceirona e não garantiu se vai concorrer como candidato nas eleições do clube, em dezembro.

"Eu não sei, vamos aguardar. Seria irresponsável da minha parte atrapalhar o processo eleitoral. Eu não posso dizer que quero ser presidente do Fortaleza, porque dependemos de um consenso entre nós. Veremos qual o melhor nome", afirmou, falando ainda sobre o planejamento para a próxima temporada. 


"O planejamento para 2017 é encerrar 2016 com responsabilidade, que é o que estamos fazendo. Nos reunindo e tratando das rescisões, jogadores que não vão continuar. Esse é o ponto fundamental. Manter as obrigações em dia. Vamos avançar até onde pudermos, mas vamos respeitar o processo eleitoral. Queremos passar um Fortaleza equilibrado", garantiu Jorge.


Apesar do futuro incerto, o mandatário leonino assegurou que o clube já trabalha visando a próxima temporada, inclusive analisando quem pode ser o novo treinador.


"Não vamos aguardar a próxima diretoria. Hoje estamos como dirigentes, amanhã pode não ser mais nós, mas o Fortaleza é um só. Não pode chegar até o dia 4 de dezembro sem um treinador. Estamos procurando nomes e aquele que acharmos que é o melhor para o clube, se chegarmos a essa decisão, vamos contratar tranquilamente. Não podemos perder esse tempo", disse.


DIRETOR REFUTA

Um dos principais membros da atual gestão, o diretor de planejamento Evangelista Torquato afirmou que a tendência é que haja espaço para outro nome.

"Se tivesse subido, o candidato natural seria Jorge Mota. Subiu? Não. Então essa regra não se aplica mais. Há outras formas de se pensar. É bem simples, é natural, não adianta a gente ficar escondendo. É hora de repensar. Objetivo final foi deletado, nós não conseguimos. Então estamos fora do processo. Temos que olhar na cara do torcedor e dizer que nós não conseguimos, nós falhamos. Então isso pode significar que nós estamos fora do processo. Algum grupo vem e assume pra fazer o que nós não conseguimos. Não há nenhum problema nisso", destacou.

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O Povo

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