15 de julho de 2018

França goleia Croácia na final e é bicampeã da Copa do Mundo 2018

França campeã Copa do Mundo Mbappe CroaciaO capitão e goleiro Lloris ergue a taça de campeão do mundo.  GETTY IMAGES
França venceu a Croácia por 4 a 2 neste domingo, no estádio Luzhniki de Moscou, e se sagrou bicampeã da Copa do Mundo. Mandzukic (contra), GriezmannPogba e Mbappé fizeram os gols franceses, enquanto Perisic e Mandzukic marcaram para a seleção croata. O ex-meia brasileiro Ronaldinho Gaúcho foi um dos destaques da cerimônia de encerramento.
O primeiro tempo foi movimentado e contou com auxílio do VAR. Em falta cavada por Griezmann, o próprio atacante cobrou e Mandzukic desviou para as redes de Subasic, fazendo o primeiro gol contra da história das finais de Copa: 1 a 0 para a França. Na sequência, a Croácia, que chegou a 60% de posse de bola na etapa inicial, empatou com belo gol de Perisic, chutando cruzado após cobrança de falta de Modric. Aos 38 minutos, quando os croatas buscavam a virada, Perisic colocou a mão na bola em cobrança de escanteio. Nestor Pitana precisou consultar o árbitro de vídeo para marcar o pênalti, convertido por Griezmann.
Na etapa final, a Croácia voltou buscando o empate, e abriu espaço para os contra-ataques puxados por Mbappé. O camisa 10 arrancou pela direita aos 14 minutos e cruzou para Griezmann, que ajeitou para Pogba bater de canhota e ampliar o placar. Cinco minutos depois, Mbappé recebeu pelo meio e arriscou de fora da área, marcando o quarto. Cansados pelas três prorrogações seguidas, os croatas ainda conseguiram descontar com gol de Mandzukic em falha de Lloris, mas não foi o suficiente.


Vinte anos depois, os franceses voltam a ganhar uma Copa do Mundo, a segunda de sua história. O treinador Didier Deschamps, capitão em 1998, se iguala a Zagallo e Beckenbauer como único a ser campeão mundial como treinador e jogador. Griezmann foi eleito o melhor jogador da final. E, sessenta anos depois, Mbappé, que também é camisa 10, faz história lembrando Pelé ao vencer uma Copa do Mundo com 19 anos, fazendo gol na final e sendo o melhor jogador jovem da competição. Luka Modric ganhou o prêmio de melhor jogador do Mundial, enquanto Harry Kane, com seis gols, foi o artilheiro.


Veja como contamos a final França x Croácia, minuto a minuto:


Por Diogo Magri
Com informações do El País

França e Croácia disputam a final da Copa do Mundo Rússia 2018.

França e Croácia se enfrentam neste domingo, às 12 horas (de Brasília), no Estádio Luzhnikí, em Moscou, na Rússia, na grande decisão da Copa do Mundo. Os franceses eliminaram a Bélgica nas semifinais, ganhando por 1 a 0. Já os croatas, de virada, fizeram 2 a 1 na Inglaterra, precisando de mais uma prorrogação, a terceira do time no torneio. Por conta dos tempos extras, a Croácia vai ter jogado praticamente oito partidas nesta edição.
Trata-se de um reencontro vinte anos depois. Ambos duelaram nas semifinais da Copa do Mundo de 1998 e os franceses ganharam por 2 a 1, arrancando para um título inédito, que ainda falta para os croatas.


(Foto: SOPHIE RAMIS, THOMAS SAINT-CRICQ, MARIA-CECILIA REZENDE / AFP)

Didier Deschamps, treinador da França, tem a chance de repetir o feito de Zagallo e do alemão Franz Beckenbauer, sendo campeão mundial como jogador e treinador. Ele integrou o time de 1998. O comandante se mostra otimista.
“Nós fizemos tudo o que tinha que ser feito até este momento e agora chegou a hora de ir a campo e tentar escrever uma história bonita. Estamos preparados desde muito antes de a competição começar e fomos ganhando força com ela, crescendo e superando os obstáculos. Portanto, estou otimista e a minha expectativa é a do título, mesmo sabendo que do outro lado do gramado estará um grande oponente”, disse Didier Deschamps.


Confiante, a França vem de vitória sobre a Bélgica de Hazard e Lukaku (Foto: Jewel Samad/AFP)

O desgaste físico realmente é a maior preocupação do técnico Zlatko Dalic. Mas até diante deste cenário ele procura buscar motivação. Nas oitavas os croatas eliminaram a Dinamarca nos pênaltis, enredo que se repetiu nas quartas contra a anfitriã Rússia. Nas semifinais, as penalidades não foram necessárias, porém, a vaga diante dos ingleses veio mesmo na prorrogação.
“Nós escolhemos o caminho mais complicado e difícil. Enfrentamos uma maratona de jogos, atuaremos um jogo a mais que a França e por isso mesmo sabemos que as dificuldade serão enormes. Mas como o que não mata fortalece, vamos buscar força justamente neste nosso poder de testar nossos limites. Falta mais um capítulo nesta história e queremos que o final seja feliz, pois a Croácia melhora”, disse Zlatko Dalic.


A Croácia disputou três prorrogações na Copa, inclusive na vitória sobre a Inglaterra (Foto: Alexander Nemenov/AFP)

As duas equipes não confirmaram as escalações, mas como superação é a palavra de ordem, a base das semifinais deverá ser mantida. Na França a aposta está no equilíbrio de Paul Pogba no meio e na força ofensiva do trio: Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Olivier Giroud.
Pelo lado croata a estrela da companhia é o maestro Luka Modric, candidato a craque da Copa. Mas não se pode desprezar o oportunismo do perigoso artilheiro Mario Mandzukic, autor do segundo gol contra a Inglaterra.
Caso a decisão deste domingo termine empatada no tempo regulamentar, acontecerá uma prorrogação de trinta minutos. Persistindo a igualdade, o campeão será conhecido nas cobranças de pênaltis. Isso aconteceu apenas duas vezes na história da Copa do Mundo. Em 1994 a Seleção Brasileira derrotou a Itália nos pênaltis, após 0 a 0. Já em 2006 os franceses, que ficaram no 1 a 1 com a Itália, perderam o caneco nos pênaltis.
FICHA TÉCNICA

FRANÇA X CROÁCIA
Local: Estádio Luzhnikí, em Moscou (Rússia)

Data: 15 de julho de 2018 (Domingo)
Horário: 12h(de Brasília)
Árbitro: Nestor Pitana (Argentina)
Assistentes: Hernan Maidana (Argentina) e Juan Belatti (Argentina)

FRANÇA: Hugo Lloris, Benjamin Pavard, Samuel Umtiti, Raphaël Varane e Lucas Hernández; N’Golo Kanté, Paul Pogba e Blaise Matuidi; Kylian Mbappé, Antoine Griezmann e Olivier Giroud

Técnico: Didier Deschamps
CROÁCIA: Danijel Subasic, Sime Vrsaljko, Dejan Lovren, Domagoj Vida e Ivan Strinic; Marcelo Brozovic, Ivan Rakitic e Luka Modric; Ante Rebic, Ivan Perisic e Mario Mandzukic

Técnico: Zlatko Dalic

Com informações da Gazeta Esportiva

Fortaleza perde para Atlético-GO e chega à segunda derrota seguida

Neste sábado, o Fortaleza recebeu o Atlético-GO, no Estádio do Castelão, em jogo válido pela 15ª rodada do Brasileiro Série B, e perdeu por 1 a 0. A equipe comandada por Rogério Ceni chega a segunda derrota seguida, ao passo que o time goianiense consegue a quarta vitória consecutiva e se aproxima do G4 da segundona.
No primeiro tempo, a equipe da casa só teve uma boa chance no início do jogo, enquanto o time dirigido por Cláudio Tencati criou boas oportunidades em contra-ataques. Inclusive, o primeiro gol da equipe foi marcado em uma jogada dessa aos 20 minutos da etapa inicial, por Pedro Bambu. No segundo tempo, o Fortaleza voltou melhor e conseguiu criar ótimas chances, porém não conseguiu empatar. Wilson desperdiçou duas finalizações e o goleiro Jefferson realizou uma ótima defesa já no final da partida.
Com este resultado, o time de Rogério Ceni permanece na liderança da Série B, com 29 pontos, enquanto o Atlético consegue mais três pontos e sobe para a quinta colocação, com 25 pontos.
Na próxima rodada, o Fortaleza visita o CSA, no Estádio Rei Pelé, nesta sexta-feira, às 21h30 (de Brasília). Já o Atlético-GO enfrenta o Avaí, na terça-feira, às 19h15 (de Brasília), na Ressacada.
Com informações da Gazeta Esportiva

14 de julho de 2018

Separados por Ciro e Lula, PDT e PT devem se unir por Camilo no Ceará

lulacamilociro.jpgCiro Gomes, Lula e Camilo Santana em reunião em São Paulo, no ano passado
O governador do Ceará Camilo Santana, do PT, deve viver uma situação inusitada nas eleições deste ano. Aliado de longa data do presidenciável Ciro Gomes e de seu irmão, o ex-governador Cid Gomes, ambos do PDT, ele deve ter o apoio da legenda trabalhista para disputar a reeleição. A unidade no palanque estadual contrasta, porém, com a divisão entre pedetistas e petistas no plano nacional. O mandatário estadual provavelmente terá de defender a candidatura presidencial escolhida pelo PT, enquanto seus padrinhos políticos estarão do outro lado da disputa.
Segundo o deputado federal André Figueiredo (PDT-CE), a eleição a governador em seu estado “está muito perto de ser resolvida, pela multiplicidade de forças”. Ele se refere à virtual ausência de oposição a Camilo, candidato à reeleição.
“Hoje em dia não tem oposição [no Ceará]. A oposição veio quase toda para a base do governo”, afirmou. No estado, a base oficial do governo conta com os partidos PP, DEM e MDB. Na Assembleia Legislativa, ainda fazem aliança com o PDT o PRB e o Patriota.
Este último quase foi o partido pelo qual o deputado Jair Bolsonaro (PSL-RJ) se lançaria à Presidência. De última hora, ele optou pelo PSL em meados de março. “Só o Tasso [Jereissati, ex-governador do estado pelo PSDB] efetivamente faz oposição.”
O que o PDT pedirá em troca do apoio a Camilo deve ser fechado após a convenção estadual do partido, em 20 de agosto. O mais provável é que ele opte por manter alguém do partido como vice-governador na chapa. “Não vamos abrir mão [do vice]”, diz Figueiredo. Segundo o deputado, a indicada pode  até mesmo ser a atual vice, Izolda Cela.
O deputado estadual e presidente do PT no Ceará, Moisés Braz, explica a conjuntura curiosa. “Não temos tido qualquer dificuldade para separar a bancada [na Assembleia] do governador. Há uma unidade muito grande em torno do projeto do estado. A dificuldade é a unidade em nível nacional, que podem ser palanques diferentes.”
Esse é um cenário provável. Se as coisas se mantiverem como estão, o PDT — hoje o partido mais forte no Ceará, com 12 de 46 deputados estaduais — poderá apoiar a candidatura de Camilo Santana ao governo, e a de Ciro Gomes (PDT) à Presidência. Apesar de relatos de que o governador estaria disposto a renunciar ao apoio do ex-presidente Lula (PT) para garantir alianças locais, em meados de maio, Braz garante que ele não terá essa autonomia.
“Não aceitamos esse debate aqui no estado do Ceará. Não vamos admitir que tenha outra candidatura que não a do Lula”, explica. “Vamos fazer um encontro no final do mês e definir como vamos autorizar o governador a construir sua chapa majoritária.”
A única definição do PT local, por enquanto, é que não haverá “qualquer dificuldade em relação a legenda para que o Camilo se candidate à reeleição”. “Não tenho nenhuma dúvida de que o PDT será um grande aliado. É todo interesse [do PT] reivindicar nomes [do PDT], mesmo com Ciro concorrendo. Não há nenhuma chance de o PDT não estar na chapa majoritária", promete Braz. 
Por outro lado, ele afirmou que “não dá para afirmar se a vice-governadoria continua com o PDT ou com outro partido”.
Amizade
Camilo começou a carreira política no gabinete de Cid Gomes, irmão de Ciro, à época em que ele era governador do estado pelo PSB, em 2007. À época, Camilo já era filiado ao PT havia quatro anos.

O atual governador é assumidamente próximo da família Gomes. Sua indicação para o governo do estado foi uma sugestão do próprio Cid. No entanto, políticos dos dois partidos negam que isso será razão para incômodo ou atrito nas relações partidárias.
“As pessoas associam ele [Camilo] a Cid e Ciro porque ele concorria ao Senado [em 2014] e mudou de posição na última hora. Compreendemos [isso]”, disse Bráz.
Por Laura Castanho 
Com informações da Carta Capital

Em campo, o eleitor desanimado

Fonte: Ibope
Enterradas as esperanças no futebol, após a queda da Seleção Canarinho diante do canário-belga, chegou a vez de o brasileiro entrar em campo para tentar organizar a própria cabeça e avaliar Michel Temer diante do retumbante fracasso do governo dele, nascido de um golpe do qual participou. 
A eleição para a Presidência da República está próxima, a menos de 90 dias. Apontam as pesquisas para uma fuga do eleitor, ou da política, que, em pouco menos de um ano, manteve praticamente no mesmo ponto a corrida pelos resultados. Vive-se no campo de futebol e na economia há um marasmo incômodo.
Até agora, parte dos 140 milhões de eleitores deixou um buraco nas respostas das pesquisas. Em outubro de 2017, respondeu-se à pergunta sobre o voto espontâneo. Os pesquisadores colheram o seguinte resultado: a soma dos que disseram não saber, ou então não responderam, alcançou 23%. Brancos e nulos atingiram 30%
A sondagem mais recente do Ibope, no fim de junho, aponta um número ainda maior sobre a decisão incômoda dos eleitores. A resposta à pergunta espontânea, sem que sejam apresentados os nomes dos candidatos, foi maior do que há um ano. Brancos e nulos alcançam 39% e o não sabe e não respondeu foi a 25%. Somados, chegam a 63%.
Repulsa à política, repulsa ao candidato. A pesquisa do Ibope medida pela resposta estimulada (tabela) deixa clara a rejeição aos políticos. Parte da pesquisa, incluindo somente os candidatos mais competitivos, são eles os mais rejeitados.
Lula, depois de quatro eleições e dois governos, preparado para mais um, embora improvável, em 2018, melhorou a imagem diante dos eleitores. Com 31% de rejeição entra em confronto com Jair Bolsonaro, com 32%. Marina Silva e Ciro Gomes são rejeitados por 18% dos eleitores. Ambos vêm de duas disputas presidenciais malsucedidas. 
Caso a história terminasse aqui, a sociedade estaria diante de um impasse. Ainda não se falou da abstenção, sempre uma possível decisão do eleitor. A abstenção, embora ameaçadora, é protegida pelos votos colhidos na boca da urna, hoje eletrônica. O desânimo da sociedade ainda não chegou a esse ponto. 
Mas é preciso aguardar o possível impacto do fiasco da Seleção na Copa do Mundo. A ele se somam a previsão da queda do PIB, o aumento dos juros, o aumento do custo de vida e do desemprego, entre outros fatores. São preciosas oferendas de Temer à sociedade. 
Por Maurício Dias
Com informações da Carta Capital

Ceará acerta contratação do meia Calyson até o fim do Brasileiro




Mais um reforço confirmado para o restante do Campeonato Brasileiro. O meia-atacante Calyson, de 25 anos assinou com o Ceará e já realizou exames clínicos, nessa sexta-feira, 13/07, em Porangabuçu. Formado nas categorias de base do Grêmio, o atleta tem passagens por Coritiba, Novo Hamburgo, Internacional de Lages, Luverdense, Glória, Atlético Tubarão e Sergipe. Em 2018, o meia defendeu o Brasil de Pelotas. Calyson possui contrato com o Ceará até o fim desta temporada, podendo ser estendido.

“Estou indo para um grande clube e fico muito feliz. Sabemos das nossas dificuldades dentro da competição, mas tenho certeza que o grupo está trabalhando muito para sairmos dessa situação. No futebol nada é impossível. Com humildade, respeitando nossos adversários, tudo será possível. Quero poder fazer um bom papel dentro de campo. Sou um jogador de velocidade e tenho boa técnica. Venho para somar e o torcedor pode esperar de mim muita vontade, determinação e raça”, afirmou Calyson.

Confira a ficha técnica: 
Calyson Rubens Santiago Rosa
Apelido: Calyson
Nascimento: 25/02/1993 (25 anos)
Naturalidade: Manhuaçu/MG
Altura: 1.74
Peso: 69 kg
Clubes: Grêmio/RS, Coritiba/PR, Novo Hamburgo/RS, Inter de Lages/SC, Luverdense/MG, Glória/RS, Sergipe/SE, Atlético Tubarão/SC, Brasil de Pelotas/RS e Ceará/CE.

Com informações do Cearasc.com

Deputados que não disputarão vagas na Assembleia

Resultado de imagem para eleições 2018

A deputada Mirian Sobreira (PDT) anunciou,  recentemente, durante lançamento da pré-candidatura do filho, Marcos Sobreira, que não disputará qualquer cargo no pleito deste ano para cuidar da saúde. Somam-se a ela ao menos outros quatro parlamentares da atual composição da Assembleia Legislativa, que tendem a desistir de mais um mandato no Legislativo cearense.
Outros quatro integrantes da Casa vão para a disputa de deputado federal, totalizando assim, ao menos nove nomes que poderão estar fora da disputa a um dos 46 assentos na Assembleia. Além de Mirian, já deram certeza de que não disputarão qualquer cargo em outubro próximo os deputados Odilon Aguiar (PSD) e Yuri Guerra (PP), este último suplente.

Manoel Santana (PT) e Joaquim Noronha (PRP) também podem ficar de fora da disputa eleitoral que se avizinha, mas ainda não definiram uma posição sobre o tema. No caso do petista, segundo explicou, ele está aguardando recurso a reprovação de suas contas de quando ele foi prefeito do Município de Juazeiro do Norte. Já Noronha, que é empresário, ainda estuda junto a aliados e familiares se tentará retornar à Casa.

“Eu tenho problema no TCM com prestação de contas que não fiz, e estou apresentando a prestação de contas, a maior parte do dinheiro foi devolvido, e estou pedindo que seja considerado”, disse o deputado Manoel Santana ao Diário. O parlamentar afirmou que não registrará candidatura correndo o risco de ter o registro impugnado pela Justiça Eleitoral. O plano B, assim como a deputada Mirian Sobreira, é apoiar o filho, Gabriel Santana, do PCdoB.

“Essa é uma decisão que o TCU já aceitou em outros casos e espero receber o mesmo tratamento que os outros. Se resolver, tudo bem. Se não, vou apoiar o Gabriel Santana e espero que quem me apoiou, apoie ele. Só vou registrar candidatura se tudo estiver resolvido, porque não vou correr o risco de impugnação”, disse. O petista alegou ainda que na ocasião, ele não era ordenador de despesas e que a pessoa responsável por ordenar despesas teve sua prestação de contas aprovada.

O deputado Odilon Aguiar, que também não será candidato no pleito deste ano, afirmou que trabalhará para eleger seu líder, Domingos Filho, deputado estadual. “Fazemos parte de um grupo liderado pelo Domingos Filho e fiz opção de procurar uma alternativa profissional que me dê estabilidade de vida. Vou me dedicar à vida profissional e focar na estabilidade, porque a política não dá isso”, justificou.
Joaquim Noronha, por sua vez, afirmou que está analisando junto à família e correligionários se tentará ou não ir para mais uma disputa. Ele afirmou que tomará decisão nos próximos dias antes das convenções partidárias. Empresário, o parlamentar quer se dedicar aos negócios. Nos corredores da Casa, outros parlamentares afirmam que ele não será candidato.

Já a deputada Mirian Sobreira, que lançou pré-candidatura do filho ontem, em evento realizado na Assembleia, afirmou que precisa cuidar da saúde e não teria como enfrentar mais uma campanha eleitoral. “Se eu engordar mais cinco quilos, vou ficar com sérios problemas no fígado. Tenho que fazer tratamento e preciso desse tempo. Não tem como ir para a campanha com uma saúde fragilizada”, disse. Ela afirmou ainda que a Casa precisa de renovação, de “sangue novo”. “Os deputados não podem querer se eternizar aqui”.

Câmara
O suplente de deputado Yuri Guerra, de apenas 28 anos, disse ao Diário do Nordeste que ainda é jovem e que por isso vai apoiar a candidatura de Zezinho Albuquerque (PDT) à reeleição. “Ele me convidou para eu desistir de minha campanha e apoiá-lo para deputado, e, consequentemente, ficarei com experiência para voltar para Casa daqui a quatro anos”.
Além desses parlamentares que não disputarão qualquer cargo no pleito deste ano, outros quatro desistiram de tentar reeleição e vão tentar uma das 22 vagas a deputado federal, na Câmara dos Deputados. São eles: Rachel Marques (PT), Tomaz Holanda (PPS), Capitão Wagner (PROS) e Robério Monteiro (PDT). Com isso, quase uma dezena de assentos ficaram vagos para novas postulações.

Por Edison Silva
Com informações do Diário do Nordeste

Operação da PF reprime crimes contra a Previdência no Ceará e Maranhão

Polícia FederalOs dados fraudados serviam de base para a concessão de benefícios de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez - Marcello Casal jr/Agência Brasil
Um esquema criminoso para fraudar benefícios da Previdência Social é alvo de uma operação da Força-Tarefa Previdenciária, formada pela Secretaria de Previdência, Polícia Federal (PF) e Ministério Público Federal. Os mandados judiciais estão sendo cumpridos nas cidades de São Luís e São José do Ribamar, no Maranhão; e em Fortaleza e Caucaia, no Ceará.
As investigações da Operação Hefesto começaram em 2013, a partir de levantamentos feitos pela Coordenação-Geral de Inteligência Previdenciária (Coinp) da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, que identificaram o esquema criminoso responsável pela “inserção extemporânea de vínculos trabalhistas fictícios no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS)”.
De acordo com as investigações conduzidas pela força-tarefa, as informações eram transmitidas via internet, por meio do sistema Sefip/Conectividade Social - Guia de Recolhimento do FGTS e Informações à Previdência Social (GFIP).
Os dados fraudados serviam de base para a concessão de benefícios de auxílio-doença e de aposentadoria por invalidez, cujas patologias apresentadas são relativas a transtornos mentais e comportamentais.
Entre os integrantes do esquema criminoso, estavam um advogado, sócio de duas empresas utilizadas nas fraudes; uma técnica em contabilidade; duas assistentes sociais; e agenciadores e intermediários.
A PF está cumprindo desde cedo dois mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão. Os policiais estão apreendendo, por determinação da Justiça, bens e veículos em nome dos investigados. A Justiça determinou ainda que o INSS suspenda ou bloqueie o pagamento de 37 benefícios que ainda se encontram ativos.
“O prejuízo inicialmente identificado com a concessão de 127 benefícios fraudulentos aproxima-se de R$ 13,6 milhões. O valor do prejuízo evitado com a consequente suspensão dos benefícios ativos, levando-se em consideração a expectativa de vida média da população brasileira, é aproximadamente R$ 28 milhões”, diz a nota.
Segundo a PF, o nome da operação (Hefesto) é uma referência ao deus grego do trabalho, que tinha grande capacidade de criação.
Por Aécio Amado 
Com informações da Agência Brasil

A difícil reeleição dos parlamentares federais

Ciro Gomes anunciou o nome do deputado André Figueiredo (de camisa verde), ao seu lado no evento pedetista da última quinta-feira, em Fortaleza, como o seu candidato ao Senado Federal nas eleições deste ano Foto: Kleber A. Gonçalves
Aproximadamente metade da bancada federal cearense não será reconduzida à Câmara dos Deputados. Neste momento que antecede a realização das convenções partidárias, para a homologação das candidaturas e das coligações, é maior a preocupação dos candidatos à Câmara, como de resto a dos pretendentes às vagas na Assembleia Legislativa, pois da composição das convenções depende a sorte de muitos dos pretendentes a mandatos proporcionais. Neste ano, o quociente eleitoral, isto é, o número mínimo de votos para um candidato ser eleito deputado federal pelo Ceará é mais ou menos 200 mil votos.
Nas projeções dos experientes políticos cearenses, da relação de possíveis candidatos, hoje apenas dois poderão chegar ou superar esse número de sufrágios: o Capitão Wagner (PROS) e Mauro Filho (PDT), sendo a projeção para o Capitão bem maior que a deste.
Em razão disso, todos os demais dependerão dos votos das legendas, sobretudo aqueles sufrágios dados aos candidatos menos votados, chamados “buchas”, ou das coligações, o somatório dos votos dados a todos os concorrentes dos partidos agrupados. É em razão dessa realidade que continua sendo grande a corrida em busca de votos no Interior, e as negociações para formação de blocos que lhes possam beneficiar.
Além dessa natural preocupação de quase todos os candidatos, ainda há a expectativa quanto à disposição do eleitor, desencantado, por razões várias, inclusive quanto à má avaliação do desempenho dos atuais políticos, de ter ânimos para ir votar no dia 7 de outubro vindouro.
Recadastramentos
Na última eleição, quando os partidos e seus representantes eram bem menos execrados, 1 milhão e 900 mil eleitores deixaram de votar no Estado, por não terem comparecido às seções eleitorais ou inutilizando o voto. Esse número gerou um percentual de 30,84% dos eleitores aptos a votar, um total de 6 milhões, 268 mil e 909 pessoas devidamente habilitadas junto à Justiça Eleitoral cearense.
Hoje, o número de eleitores no Estado registra uma pequena variação, chega a 6 milhões, 342 mil e 684, após as intensas campanhas da Justiça Eleitoral para os recadastramentos de eleitores em muitos municípios do Estado. A expectativa de um quociente eleitoral de aproximadamente 200 mil votos é feita com base numa abstenção, votos nulos e brancos na mesma proporção do pleito anterior.
Este resultado é encontrado quando é feita a divisão dos votos válidos com o número de cadeiras para a Câmara Federal: 22. Em 2014, o total de votos válidos somou 4 milhões 367 mil e 020, gerando um quociente de 198 mil e 501 votos para a eleição direta de cada deputado.
O trabalho de captação de votos, nas eleições deste ano, promete ser mais difícil que nos pleitos anteriores, sobretudo para deputado federal, até pelo seu distanciamento do eleitorado ao longo dos últimos anos.
Dependentes
Além de ficarem bem mais dependentes do dinheiro para os “vaqueiros”, aqueles responsáveis pela intermediação, inclusive prefeitos e vereadores, aos parlamentares federais, em dosagem bem maior que aos seus colegas estaduais, são atribuídas responsabilidades pela má gestão do Governo Federal, assim como aos escândalos constantes, realmente degradantes, que conseguiram indignar muitos brasileiros.
A expectativa dos observadores é que o PROS do Capitão Wagner, sem coligação, e a aliança liderada pelo PDT dos irmãos Ciro e Cid Gomes, capitalizarão a grande maioria dos votos proporcionais para o Legislativo Federal. Wagner admite somar para sua legenda pouco mais de 600 mil votos, contando com a possibilidade de só ele chegar perto dos 400 mil, elegendo até quatro deputados. Há restrições a essa avaliação dele. Os governistas esperam ter votos para eleger uma bancada entre 14 e 15 parlamentares. Também esta avaliação é questionada.
Sem citar nomes, observadores mais atentos especulam que o PROS, com o somatório dos votos do Capitão Wagner, fará uma bancada de 3 deputados federais, o PT reelegeria 2, o PSDB faria 2, o MDB também 2, seguidos de PSD, PTB, SD (Solidariedade), PCdoB, DEM, PR e uma coligação de pequenos, todos com um deputado federal cada, ficando as 4 restantes vagas para o pessoal do PDT, com 8 candidatos. Só algumas surpresas, avaliam os diversos patronos desse quadro, poderão alterar a posição de uma ou outra agremiação.
Majoritária
No evento da última quinta-feira, em Fortaleza, Ciro Gomes voltou a se posicionar contra a participação do senador Eunício Oliveira (MDB) na chapa majoritária do PDT com o governador Camilo Santana, ao destacar ser a favor da candidatura do deputado federal André Figueiredo ao Senado.
O outro candidato ao Senado Federal, na chapa de Camilo, é Cid Gomes, que, recentemente, admitiu ter a coligação apenas um candidato àquela Casa legislativa, sinalizando que o governador poderia votar em Eunício, se este for candidato à reeleição de forma avulsa.

Ciro, no mesmo momento que defendeu a candidatura de André ao Senado, foi mais uma vez cáustico na adjetivação ao citar os nomes de quem o processou por conta de suas acusações, como o presidente Michel Temer, o senador Eunício Oliveira e Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara dos Deputados, hoje cumprindo pena por crime de corrupção. Ele enfatizou que nunca foi processado por pessoas humildes, mas só por “puro corrupto, puro picareta, puro assaltante do dinheiro do povo”. Quando citou Eunício, disse que só do senador responde a mais de 70 ações.
Nenhum dos políticos realmente próximos de Ciro e Cid acreditam na coligação do PDT com o MDB cearense, para contentar uma candidatura à reeleição do senador Eunício. Cid, mais contido, não faz pronunciamentos públicos como os de Ciro, contra. Aliás, ao longo de todo este tempo de aproximação das relações do governador Camilo Santana com Eunício, Cid só conversou com o senador uma vez, quando o emedebista foi ao seu apartamento. A conversa de ambos, no entanto, não chegou ao ponto desejado por
Eunício, pois nenhuma esperança foi lhe dada de formalização da coligação.
Agora, depois da defesa de Ciro de uma candidatura do deputado André ao Senado, só resta esperar mais uns dias, até 5 de agosto, quando o Calendário Eleitoral fixa tempo final para a oficialização das candidaturas e das coligações partidárias.

Por Edison Silva
Com informações do Diário do Nordeste